28 de set. de 2012

Apenas um corpo? Jane Difini Kopzinski




Jane Difini Kopzinski

Fisioterapeuta
Quiropraxista
Filósofa Clínica








Apenas um corpo?



Trabalho diariamente com pessoas queixando-se de dores no corpo, as mais variadas possíveis.
Na oratória de uma mesma patologia as pessoas relatam o sentir dessa dor de maneiras diferentes. 
A descrição da dor é relatada de acordo com a historicidade de cada um, singular ao seu momento e a sua estrutura de pensamento.
 O modo como reagem ao tratamento específico a uma mesma patologia se torna surpreendente.
Alguns aderem, outros, abandonam, outros não apresentam melhora, outros melhoram em poucas sessões.
O que faz o ser humano reagir tão diferentemente ao mesmo tratamento?
Quantas vezes eu, como fisioterapeuta, me frustrei diante de um tratamento que supus estar correto e não haver melhora.
As dúvidas me levaram a observação e a procura de respostas.
 Estudei psicossomática, aprofundei em fisiologia, anatomia, neurologia, filosofia e tudo que eu encontrasse para ajudar as pessoas com o qual os tratamentos não funcionam.
Como diz a palavra função.
Então me dei por conta disso, a função que a dor representa para cada um.
Alguns, desconfortáveis diante da dor, outros lucrando por adquirir uma posição  diferente no meio em que vivem, outros perdendo muito em função das limitações que a dor causa, alguns fazendo de sua dor uma companheira inseparável e por isso o objeto de viver.
 Poderia aqui descrever inúmeras funções que a dor tem para cada um.
O corpo não é por si só, anatomia, fisiologia  ele é de cada ser único, trazendo consigo uma historicidade, uma estrutura de pensamento e um modo de vida singular.
É esse SER, composto de corpo, alma e singularidades que deva ser ajudado enquanto suas dores.
Aprendi a escutar a quem me procura como gente e não como um corpo.
Um tratamento em que se leva em consideração o ser humano como um todo, corpo e mente proporcionando diferenciados resultados.
Portanto a condição de tratar a dor para o bem estar não é o de pura e simplesmente ver as lesões do corpo, mas a da alma associada a este.